Mapas desenhados a lápis e o rastro do seu crescer
Havia um tempo em que você se esforçava para desenhar mapas inexistentes, linhas tortas sobre folhas de caderno ansiando por terras novas - mirava destinos só seus. Hoje, o traço amadureceu, mas o espírito de aventura persiste. O significado da sua existência para mim reside nessas pequenas descobertas cotidianas: a palavra nova que aprendeu, a pergunta curiosa lançada na mesa do almoço, o gesto discreto de gentileza. Cecília dizia que conviver é proteger o outro dos espinhos. Tento guardar do mundo seus luminosos pedaços. Desejo que os próximos caminhos sejam férteis, que você mantenha essa humanidade tão rara e que a vida, mesmo em suas costuras mais ásperas, lhe traga sempre motivos para continuar criando seus mapas. Parabéns pelo hoje, pelo que já percorreu e pelo que virá.
· Profa. Beatriz Coelho

