Mãos pequenas entrelaçadas no terço da vida
No silêncio azul da igreja, lembro das tuas mãos miúdas Tentando adivinhar o tamanho do mundo pelo terço que te dei Ali, um começo: tua história se entrelaçando à minha Como contas, uma após a outra, aprendendo esperança. Nos teus olhos cabe a inocência da alvorada em Aparecida E toda vez que sopra o vento nos sinos, penso no teu crescer Que se faz, quase sempre, devagar-como a luz pelas vidraças Aquece cada canto, moldando vida no segredo do altar. Peço à Mãe Aparecida que teu caminho nunca perca a graça E que tua coragem, afilhado, floresça fiel ao seu tempo Pois dentro do abraço dela, a paz é semente e colheita E cada ano em ti é novo pão dividido, bênção dada em silêncio.
· Padre Henrique
Entre contas de terço e memórias, emerge uma benção simples e íntima, comparando o crescer do afilhado ao suave refúgio sob o manto de Nossa Senhora.

