Noventa e cinco anos: e você ainda é a pessoa mais viva que conheço

Há algo que a idade avançada revela e que a juventude ainda não sabe nomear: a leveza de quem já atravessou o suficiente para não temer mais nada de menor. Você completou noventa e cinco anos carregando cada um deles com uma dignidade que eu observo e não sei bem como se aprende. Aprende-se vivendo, imagino. Aprende-se perdendo, escolhendo, ficando quando tudo pede que se vá. O que eu sinto hoje não cabe no formato de uma celebração comum. É mais parecido com gratidão - a espécie silenciosa, que não precisa de discurso. A gratidão de quem teve o privilégio de estar perto e entender, aos poucos, o que significa uma vida bem habitada. Que este aniversário chegue até você com a clareza de quanto a sua presença ainda importa. Aqui, ela importa imensamente.
· Profa. Beatriz Coelho



