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Noventa e cinco anos de uma vida que me ensinou a viver

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Profa. Beatriz Coelho
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Noventa e cinco anos. Fico aqui tentando traduzir esse número em algo que faça jus ao que você representa, e percebo que nenhuma aritmética dá conta. Você atravessou décadas que a história vai estudar por séculos - guerras, renascimentos, invenções que pareciam milagre e depois viraram rotina. E em tudo isso, permaneceu. Não como quem simplesmente resistiu ao tempo, mas como quem soube conversar com ele, dobrar suas arestas, guardar o que valia e soltar o que pesava. Drummond escreveu que 'no meio do caminho tinha uma pedra'. O que ele não disse é que há gente que aprende a sentar nessa pedra, descansar um pouco, e então seguir - levando junto quem ainda estava aprendendo a andar. Você foi essa gente pra mim. Tudo que eu sei sobre paciência, sobre escutar antes de falar, sobre respeitar o silêncio alheio, aprendi observando você. Aprendi que a elegância não está no que se exibe, mas no que se escolhe não dizer. Neste aniversário, não quero apenas celebrar o tempo que passou. Quero celebrar o que ele revelou: uma pessoa que cresceu por dentro ao longo de cada ano, que acumulou não rugas, mas camadas de entendimento que poucos alcançam em uma vida inteira. Obrigada por existir com essa generosidade toda. Que os próximos dias sejam tão ricos quanto tudo que você já viveu - e que eu ainda tenha muito a aprender com você.

· Profa. Beatriz Coelho
Noventa e cinco anos que me ensinaram que elegância é o que se escolhe não dizer.

Mais mensagens em De 95 anos

Noventa e cinco anos — e você ainda tem mais história pra contar — Portal Soma

Noventa e cinco anos. Eu fico aqui parada tentando imaginar tudo que você atravessou - as décadas que mudaram o mundo, as manhãs que exigiram coragem, as festas que ficaram na memória como cheiro de dendê que não sai da roupa. Você viveu tanto que a história do Brasil cabe dentro da sua. E sabe o que mais me encanta? É que você não chegou até aqui diminuída. Chegou inteira. Com aquele olhar que ainda pega fogo quando você conta uma história, com aquele sorriso que abre antes da boca e aquela sabedoria que não precisa se anunciar - ela simplesmente tá lá, quieta e firme, igual axé bom. Cada ano que passou em você foi cozinhando algo raro: uma leveza que só a gente que já viu muita coisa consegue carregar. Você aprendeu que dor passa, que alegria é pra dividir e que o melhor da vida mora nos detalhes - na mesa farta, na gargalhada que escapa sem avisar, na mão que aperta a sua na hora certa. Noventa e cinco anos não é só idade, minha linda. É uma coleção de amores, de invernos vencidos, de primaveras que você ajudou a florir em tanta gente ao redor. Hoje a festa é sua - e que seja à altura de tudo que você representa. Que a música esteja alta, a mesa esteja cheia e o seu coração esteja leve como sempre foi. Você merece cada segundo desse dia.

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Noventa e cinco anos: e você ainda ensina o que é viver — Portal Soma

Tem gente que atravessa o tempo como quem atravessa uma sala - sem deixar marca. Você não. Noventa e cinco anos carregam em você o peso preciso de quem viveu com atenção: às pessoas, às estações, às pequenas coisas que a maioria deixa escapar sem nome. Eu olho pra você e penso naquele verso do Drummond - 'no meio do caminho tinha uma pedra' - só que a sua versão é outra: no meio do caminho, você parou, olhou a pedra de frente e escolheu o que fazer com ela. Sempre escolheu. O que me move hoje não é o número. É a clareza com que você ainda existe: presente, inteiro, necessário. Não existe palavra mais honesta que eu possa te dar do que esta - obrigada por continuar aqui, e por fazer com que 'aqui' valha tanto.

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Noventa e cinco anos — e você ainda é onde eu aprendo o que é fé — Portal Soma

Noventa e cinco anos. Quando eu paro pra pensar nesse número, minha mente não vai pra calendário nem pra data - vai pra tudo que você atravessou com aquela calma que só quem tem fé de verdade consegue ter. Chuva forte, seca longa, alegria que transbordou, perda que pesou. E você, firme. Sempre firme. Eu aprendi a enxergar o mundo muito pelo que vi nos seus olhos. Aprendi que paciência não é fraqueza, que silêncio às vezes diz mais do que discurso, e que amor de verdade é esse que fica - o que não precisa de explicação nem de ocasião pra aparecer. Você me ensinou tudo isso sem nunca sentar numa carteira de escola. A Bíblia diz que os cabelos brancos são uma coroa de glória. Meu bem, a sua coroa foi conquistada com cada dia vivido de verdade - com as mãos na massa, o coração aberto e a boca pronta pro louvor mesmo quando a vida apertava. Nesse aniversário de noventa e cinco anos, eu não quero só cantar parabéns. Eu quero te olhar nos olhos e dizer: obrigada. Por cada vez que você segurou minha mão. Por cada oração que você fez pelo meu nome. Por existir com tanta graça e tanto gosto. Que o Senhor guarde cada passo seu com o mesmo cuidado que você sempre teve com todos nós. Feliz aniversário, minha querida. Que bênção te ter.

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95 anos: cada ruga sua é um poema que eu nunca vou saber de cor — Portal Soma

Noventa e cinco anos não cabem em nenhuma conta que eu saiba fazer. São estações demais, despedidas, recomeços, filhos criados, mãos dadas no escuro. Você atravessou décadas como quem atravessa um rio a pé - devagar, firme, sem perder o equilíbrio. Eu olho pra você e penso em tudo que veio antes de mim. Em quanto você viu o mundo mudar e ainda assim escolheu ficar de pé, curioso, presente, com aquele jeito de não precisar de nada além do que já é. Hoje eu não trago presente que caiba numa caixa. Trago só isso: a certeza de que estar perto de você ainda é uma das coisas mais bonitas que me acontecem. Feliz aniversário. Que este ano seja tão cheio quanto todos os outros.

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