Noventa e cinco anos: a graça que não para de crescer

Noventa e cinco vezes o sol saiu e encontrou você acordado, alguém que não desperdiçou a luz. Noventa e cinco invernos passaram pela sua pele sem apagar o fogo quieto nos seus olhos. Eu olho pra você e vejo o que a pressa do mundo não sabe nomear: uma vida que foi sendo entregue, diaazinha por dia, as mãos de Quem sabia o que fazia. Nossa Senhora de Aparecida guardou cada passo seu com o cuidado que só mãe tem. E hoje, neste silêncio sagrado que precede a oração, eu só peço: que cada ano vivido te devolva em paz o que você deu em amor. Obrigado por existir tanto.
· Padre Henrique
Noventa e cinco anos de graça, fé e entrega - um poema pra quem viveu com a alma aberta.



