Trinta e cinco - onde a vida para de se desculpar

Tem uma certa coragem que só aparece por volta dos trinta e cinco. Não a coragem barulhenta da juventude - essa outra, mais silenciosa, que sabe o que quer e não precisa de plateia pra seguir em frente. Eu te observei chegar até aqui. Vi os anos que pesaram e os que aliviaram. Vi você aprender que nem toda dúvida precisa de resposta imediata, e que nem todo fim é uma perda. Há uma maturidade em você que não te envelhece - te define. Drummond dizia que no meio do caminho havia uma pedra. Mas o que ele não contou é que, para alguns, a pedra virou degrau. Você é desse tipo. Hoje, o que eu quero te dizer é simples: trinta e cinco anos bem vividos valem mais do que qualquer número que ainda virá. E eu tenho muito orgulho de conhecer quem você se tornou.
· Profa. Beatriz Coelho



