Três anos - e eu ainda descubro você toda vez que te olho

Tem uma coisa estranha e bonita que acontece quando o amor dura: ele para de ser novidade e vira paisagem. Não no sentido de que enjoa - mas no sentido de que você se torna o lugar onde eu respiro com mais facilidade. Três anos. Não sei contar esse tempo só em datas. Conto em conversas no meio da madrugada, em silêncios que couberam entre nós sem nenhum desconforto, em cada vez que você me desarmou com um detalhe pequeno - um gesto, um olhar, uma palavra dita exatamente na hora certa. Drummond escreveu que 'amar é isso: não saber, estar sabendo'. Eu releio essa linha e penso em você. Porque é exatamente assim - eu não domino o que sinto, eu habito. E habitar você tem sido a experiência mais honesta que eu já vivi. Não te prometo que serei sempre fácil. Mas prometo que serei sempre real. Que vou continuar aqui, curiosa sobre quem você ainda vai se tornar, disposta a crescer do seu lado sem pressa de chegar a algum lugar. Obrigada por esses três anos de amor que não se acomoda. Que não para de se reinventar. Que ainda me surpreende - e que, espero, ainda vai me surpreender por muito tempo.
· Profa. Beatriz Coelho



