Velas acesas num bolo que encara o vento
Hoje me veio a imagem de um fósforo que pega fogo no primeiro risco e segura a chama mesmo com a janela do quarto meio aberta. Você sempre foi esse risco preciso: não faz barulho, não pede palco, mas ilumina o suficiente pra gente enxergar o próximo passo. Tem dia que o vento bate e dá vontade de apagar. Aí você respira, ajusta a mão, protege a chama com a concha dos dedos e segue. Feliz aniversário, mano. Te desejo um ano em que essa coragem continue morando no simples: levantar quando o corpo pesa, admitir o medo sem se encolher, pedir ajuda quando precisa, celebrar a pequena vitória que ninguém viu. Coragem é isso que você pratica desde cedo: pagar o que tem pra pagar, cuidar dos seus, dar risada quando o cansaço aperta, recomeçar quantas vezes for. Eu vi de perto e aprendi um bocado. Que venham dias com mais fôlego, trabalho que faça sentido, portas que se abrem na hora certa e gente que soma. Que o novo ciclo te encontre com paz no peito e espaço pra sonhar alto sem perder o pé no chão. Se o medo aparecer, lembra: você não precisa ser gigante, só seguir inteiro. Tô aqui, do seu lado, aplaudindo cada passo e torcendo pelo próximo.
· Marcos Almeida



