Sal nos olhos, passo que inventa clareira
Sal no lábio e vento puxando teu cabelo. Te vejo nesse limite entre onda e areia, onde cada passo decide ficar ou seguir. Hoje teu ano vira página e lembro da tua coragem: a mão que treme, mas abre a porta; o olho que mede o medo e, ainda assim, avança. Não é barulho, é constância. Que este aniversário te encontre afinando velas por dentro e escolhendo o mar certo para zarpar. Se o mundo soprar contrário, usa teu peito como quilha: corta o balanço e segue. Tua coragem não é pedra: é jardim que floresce depois da chuva. Torço pelo riso que te devolve horizonte e pelas pequenas vitórias que ninguém vê. Vive teu dia inteiro, com o passo sincero de quem sabe: seguir também é arte.
· Júlia Marques
Um aniversário que vira página com sal, vento e um coração que escolhe o sim silencioso: coragem que sustenta, floresce depois da chuva e segue inteira.



