Trinta anos de casamento: o que a pérola sabe que a gente aprende devagar

Trinta anos não cabem numa data, cabem no jeito que você vira pro lado dela na madrugada e ela já tá acordada, esperando. Cabem na mesa posta sem precisar pedir, no silêncio que já não assusta, na briga que passa antes do sol se ir. A pérola não nasce bonita, meu bem - nasce de um grão de areia que incomoda, que empurra, que exige, até virar coisa que o mundo para pra admirar. Vocês dois viraram isso: areia que virou joia, atrito que virou axé, anos que viraram lar. Que esse amor siga fermentando, quentinho, festeiro, cheio de luz e de mesa farta - como todo amor baiano que se preza.
· Tia Fátima
Trinta anos de casamento: poema das bodas de pérola com calor e verdade.



