Um ano: e o papel ainda guarda o cheiro do nosso começo

Um ano é pouco pra quem ainda está descobrindo a textura do outro - e muito pra quem sabe o que custou cada escolha feita no meio da rotina. As Bodas de Papel dizem que somos ainda frágeis, folha que o vento pode dobrar. Eu prefiro pensar diferente: papel guarda palavra. E a nossa primeira palavra juntos ainda está aqui, intacta, com a mesma força do dia em que foi dita. Neste ano eu aprendi que amar é também errar o tom e tentar de novo. É ceder sem perder. É reconhecer você no meio do cansaço e escolher ficar. Um ano. E eu ainda escolheria o mesmo começo.
· Júlia Marques
Um ano de casamento: papel que guarda palavra, amor que resiste ao vento.



