Um ano: e eu ainda escolheria você na mesma esquina

Tem uma esquina que eu nunca mais vejo do mesmo jeito. Foi lá que eu percebi, antes mesmo de saber dizer com palavras, que queria construir algo com você - não um conto, não um sonho vago, mas uma vida com endereço e cheiro de casa. Um ano parece pouco pra quem vê de fora. Mas eu sei o que cabe dentro desse tempo: as manhãs que a gente inventou do zero, os acordos silenciosos, as brigas que terminaram em riso porque nenhum dos dois aguenta ficar com raiva por muito tempo. Sei também o que o papel guarda - e guarda muito mais do que parece. As Bodas de Papel não são frágeis. São o primeiro registro de tudo que a gente ainda vai escrever junto. E se um dia eu pudesse voltar àquela esquina, faria exatamente a mesma escolha - só que sabendo, desta vez, o quanto ela valeria.
· Profa. Beatriz Coelho



