Um ano: e a gente ainda está aprendendo a morar no mesmo mundo

Tem uma coisa que ninguém avisa sobre o primeiro ano: que ele não vai ser perfeito, e que é exatamente isso que o torna precioso. Vivemos 365 dias tentando entender os silêncios um do outro, negociando o espaço, aprendendo onde cada um dói e onde cada um floresce. Drummond disse uma vez que amar é difícil como amar o mundo. Eu li isso na adolescência sem entender. Hoje, contigo, entendo tudo. As bodas de papel levam esse nome porque papel dobra, rasga, amassa - mas, quando guardado com cuidado, dura muito mais do que parece. É assim que eu quero que seja o que construímos: algo que atravesse o tempo não por ser rígido, mas por ter sido tratado com atenção e delicadeza. Há um ano eu disse sim sem saber direito o que estava prometendo. Hoje, sei. E eu prometo de novo.
· Profa. Beatriz Coelho



