Quatro anos - e o que a gente construiu não cabe em data

Quatro anos parecem pouco quando você para e olha para tudo o que já foi vivido - as escolhas difíceis tomadas de mão dada, as manhãs comuns que, sem avisar, viraram memória afetiva. As bodas de flores chegam com essa imagem bonita: o que floresceu não foi só o amor, foi a paciência, foi a forma como você aprendeu a ceder sem perder a si mesmo, foi a cumplicidade que cresce exatamente onde duas pessoas decidem ficar. Eu olho pra você - pra nós - e penso naquele verso do Drummond que diz que amar é estar disponível. Quatro anos me ensinaram que é isso mesmo: disponibilidade, presença, escolha que se renova. Que esse aniversário seja o ponto de onde a gente olha atrás com gratidão e olha à frente com a mesma coragem que trouxe a gente até aqui.
· Profa. Beatriz Coelho

