Oito anos - e eu ainda me surpreendo com o que a gente plantou

Meu bem, eu fico pensando às vezes como oito anos passam tão depressa - e ao mesmo tempo deixam tanto peso bom na memória da gente. Parece que foi ontem que vocês se olharam diante do altar, cheios de promessa e um frio no estômago que só quem já amou de verdade conhece. O bronze não é metal de enfeite, não. É metal de resistência. É o que fica quando o brilho novo vai embora e sobra o que é real: a conversa na varanda depois de um dia longo, a paciência num momento difícil, a mão que segura mesmo quando a força treme. Isso vocês têm, e eu vi crescer. A Bíblia diz que o amor tudo suporta, tudo espera, tudo persevera - e cada vez que leio esse versículo, eu penso em casamentos como o de vocês, que escolhem ficar, dia após dia, não porque é fácil, mas porque é verdadeiro. Minha querida filhinha, oito anos de casamento são oito anos de aprendizado, de perdão dado e recebido, de sonhos que mudaram de forma mas não de direção. Que bonito é amar assim - com raiz. Que o Senhor continue sendo a âncora do lar que vocês ergueram. E que os próximos anos sejam tão ricos quanto tudo que vocês já viveram - ou mais.
· Vó Lurdes


