Oito anos de bronze: o que o fogo temperou em nós

Oito anos não é pouco, meu bem - é bronze, é fogo que esfriou devagar até virar coisa sólida, coisa que a gente pode segurar. Tem dia que eu olhei pro lado e não precisei dizer nada. Tinha você, e isso já era a resposta. Tem dia que o caminho fechou, mas a mão que eu achei no escuro era a mesma de sempre - e isso é milagre, filhinha, pode crer. 'O amor tudo suporta, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.' Não aprendi isso nos livros - aprendi vivendo do seu lado. Oito anos. Bronze na mão, gratidão no peito, e muita estrada ainda por andar juntos, com Deus na frente.
· Vó Lurdes
Oito anos de casamento virados em bronze, fé e presença - um poema da Vó Lurdes.


